segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Nietzche, Kafka, Marx e o Baratão!

Estávamos conversando um dia desse na universidade de Letras e Filosofia da UEPB, o Ceduc II, quando tivemos a idéia de fazer um desenho que envolvesse personagens dos 2 cursos daquela universidade mais um de História, já que é o curso que pretendo terminar esse ano. Foi quando Rafael propôs a idéia de fazermos isso na quadra do Ceduc no dia seguinte. E este é o resultado de uma tarde de som alto, biritas e trabalho!!!!!!

6 comentários:

uyara disse...

\o///

eu vi eu vi oh ;p
^^
ficou bem legal ^^

;*

Joaquim disse...

Acho que cultura nunca é demais... Depois, essas informações servem para que conquistemos títulos de saber e nos compensam bem mais com dinheiro, mesmo pra falar besteira numa sala de aula ou acadêmica, conforme temos esses mestrados e doutorados da vida, que tb não querem dizer lá muita coisa... quanto a mim, quero feijão na barriga... se for pra ganhar dinheiro, eu leio até Fernando Henrique CArdoso, quanto mais Nietszche, MArx e KAfka...

Germana Guimarães disse...

Muito massa o desenho, mas nao to conseguindo ve o q ta escrito!
=(
queria ver! clico em cima mais nao mostraa nadaaaa!
arruma isso ai jeff pra eu ve, pq sou um pouco cega pra ve desse jeito como ta!

=****
E vc é fodaaaaaaaa

jorge elo disse...

Bem, deixe me explicar de onde veio a inspiração para este desenho do Baratão. Foi de um texto que li no blog da minha amiga Ozzy e que achei lindo! Vou colocar o texto aqui na integra para quem se interessar. Quando ao endereço do blog dela, aqui vai:

http://desdemonamacbeth.blogspot.com/

De que é composto um intelectualóide

Cultura se compra. A inteligência, que nada mais é que a sensibilidade vestida com o humanismo, não se adquire no mercado. Possuindo dinheiro, qualquer pessoa pode compor uma biblioteca de clássicos da arte universal. Com duas horas diárias debruçado nos livros a decorar epígrafes dos gênios, a repetir para o espelho gestos calculados, está pronto um intelectualóide. Em três meses, ao passar na rua, comadres mumificadas que levantam a bandeira da "cultura para todos" - almejando, intimamente, a projeção de suas figuras - dirão: Lá se vai um homem inteligente! É fácil reconhecer um intelectualóide. Em geral, eles são extremamente vaidosos. Os melhores livros são os que leram (à superfície, quando não apenas, as ore-lhas das publicações), os melhores filmes os que assistiram,os melhores compositores os que apreciam. Para defender seus parcos conhecimentos e a teoria que dispõem, são capazes de qualquer coisa. Recentemente, num conhecido bar da cidade (intelectualóides são boêmios, porque copiam, no mais das vezes, a geração dos poetas românticos), contemplei uma discussão acalorada de duas espécimes desta linhagem. Entre citações de Balzac e Proust (um preferia este, o outro aquele), quase se estapea-ram. Até que o balzaquiano tomado de ira, deixou o recinto.
Intelectualóides, quando se aventuram nos subterrâneos da criação artística, frustram-se.Quase sempre, suas obras ou não são compreendidas, ou são compreendidas demais. No primeiro caso, alegam com seus floreios e arrogância usuais, que o "populacho" ainda não está apto a receber seu grande talento. No segundo, disparam o clichê "o sentido da arte deve ser captado democraticamente", como se o público só pudesse entender o que é óbvio e ruim. Os pseudo-intelectuais seriam até engraçados, não fosse a misantropia de que são portadores. Quando se olham ao espelho, na sua vã ilusão, enxergam gênios renascentistas. Assim, isolam-se do coletivo, pairando soberanos sobre a grande massa, a que denominam inculta. São incapazes de ver a si mesmos, nos outros. As interpretações errôneas a que subjugaram a pobre e indefesa Musa, expurgaram a sua compaixão e solidariedade. A advertência está feita, caro leitor. Se por acaso deparar-se com uma máquina ambulante de repetição de epígrafes, fuja, sem demora, fuja! Sob pena de ser alcunhado de asno por desconhecer a métrica de Camões.

Jonathan disse...

Pra que cultura se o futuro é a morte?

Desdêmona Macbeth disse...

Jonathan, para que viver se o futuro é a morte?