quarta-feira, 23 de julho de 2008
terça-feira, 22 de julho de 2008
sexta-feira, 18 de julho de 2008
terça-feira, 8 de julho de 2008
DESENHO FEITO NO VAI E VEM DO FIM DE SEMANA
sexta-feira, 4 de julho de 2008
NON-SEQUITUR

A Non-Sequitur é uma das seis categorias – dentre diversas outras possíveis - das transições quadro-a-quadro das histórias em quadrinhos, analisadas por Scott McCloud em seu livro Desvendando os Quadrinhos.
Neste livro, que se utiliza da própria linguagem dos quadrinhos para analisar a linguagem dos quadrinhos, McCloud mostra-nos que as transições de tema, tempo e espaço, ocorridas entre um quadro e outro, são imensas. E assim escolhe incluí-las em seis categorias distintas de transição:
- momento-a-momento
- ação-para-ação
- tema-para-tema
- cena-para-cena
- aspecto-para-aspecto
- Non-sequitur
A transição Non-sequitur seria caracterizada pela falta de qualquer seqüência lógica entre um quadro e o outro lhe segue, seja no tema, no espaço ou no tempo. Porém, para McCloud, “essas transições podem não fazer ‘sentido’ de uma forma tradicional, mas algum tipo de relação acaba se desenvolvendo”. Desta forma, “criando uma seqüência de duas ou mais imagens, nós damos a ela uma identidade, forçando o leitor a considerar essas imagens como um todo”.
Fiquei fascinado pelas possibilidades que esse tipo de transição oferece. Decidi assim fazer algumas tirinhas utilizando-me deste recurso. Esta é a primeira de algumas. Claro que os desenhos possuem um significado para mim, e também criei várias possibilidades de relações entre eles. Mas prefiro não falar nada sobre isso. Vou deixar que vocês próprios criem seus significados e relações para esta tirinha. Deixo que sejam os autores.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
segunda-feira, 30 de junho de 2008
sexta-feira, 30 de maio de 2008
A Liberdade e a Ambição

Esse é um um quadro intitulado "A Liberdade e a Ambição", que fiz para o curso de Biologia da UEPB e que se encontra exposto no CA deste mesmo curso. Na ocasião da entrega, na "I Semana de Integração das Faunas", li um texto sobre o tema que me inspirou o quadro.
A liberdade e a ambição
Do lado esquerdo, um senhor alado encontra-se sentado na janela, com o braço esquerdo estendido. Rosas preenchem as paredes onde ele está, e a luz completa o tom singelo deste lado do quadro. Este senhor franzino e nu é a liberdade.
No canto oposto, ou seja, do lado direito, está um rei corpulento e com ar de superioridade, bebendo algo em uma luxuosa taça de cristal sustentada em sua mão direita. Na outra mão, podemos perceber que sustenta uma jarra coberta por pedras preciosas. Este rei, sentado em uma confortável cadeira e vestido com tecidos nobres, é a ambição. No centro do quadro está um cachorro, protetor da ambição, que ameaça a liberdade.
Todo o quadro foi composto em cima dos antagonismos existente entre a liberdade e a ambição. Acreditamos que ninguém livre pode ser ambicioso, assim como ninguém ambicioso é livre. A liberdade tem asas, é leve e está somente de passagem. A ambição é corpulenta, inerte e permanecerá neste canto escuro e úmido por séculos. A liberdade anda nu e só. A ambição tem guarda costa e se veste de forma extravagante. A liberdade sabe que é livre, a ambição sempre almeja ser algo mais.
Vivemos em tempos onde a ambição e a liberdade se confunde. Somos instruídos, desde pequenos, a crer que o dinheiro traz consigo a liberdade, e que somente com ele seremos livres. Assim, naturalizamos a competição, desejando a qualquer custo os cargos de chefia. Vivemos em batalha, consigo e com o próximo, com o único intuito de saciar nossa vontade de poder. Moldamo-nos, reproduzimos valores e posturas, vestimo-nos “adequadamente”, compramos objetos diversos e inúteis, por fim, materializamos o que cremos ser a liberdade. Porém, nunca estamos satisfeitos.
O erro consiste em crer que a liberdade é algo a ser alcançado, através de ações que visam o poder e o dinheiro. Pensar assim é negar a liberdade que há em nossa volta, na vida que pulsa na natureza e nos insetos que habitam nossas casas. Quem, por mais dinheiro e poder, pode dizer que a pequena aranha que tece sua teia não é livre? Ela certamente já se encontra livre, não necessita de mais nada para se sentir assim. Poderíamos perguntar enfim, o que é a liberdade?
Para Krishnamurt, filósofo indiano, “a liberdade não é uma idéia intelectual de que nos servimos como fuga à nossa escravidão, nosso sofrimento, nossa entediante rotina diária (...) a liberdade não se obtém por meio de busca, pois não se pode procurar a liberdade – ela não é para ser achada.” Para sermos livres, basta compreender nossa insignificância no mundo, enquanto uma simples existência que habita e perpetua a vida na terra. Assim sendo, ser livre significa respeito, amor e reciprocidade a tudo que também é vivo. É respeitar sua singularidade, sem que para isso, seja necessário extinguir a individualidade alheia. Ser livre é ver-se como livre. Não é preciso almejar, conquistar nada.
O ambicioso não pode ser livre, pois nunca cessa sua ânsia de conquista, não há um ponto final. Ele sempre desejará mais, seu único objetivo é ser ver rico e numa posição social respeitável, e quanto mais alto subir, tanto mais sofrimento causará a outros, pois para galgar posições, terá de competir, de ser cruel.
As influências estéticas do quadro.
Os modelos do rei e do cachorro foram retirados de um quadro chamado “O Rei Bebe!”, do pintor Jacob Jordaens, executado entre 1640 e 1645. O quadro retrata um festejo em homenagem ao rei chamado o dia da Epifania, comum em muitos paises europeus católicos até os dias atuais.
Já o rosto da liberdade (e somente o rosto), foi reproduzido do quadro do pintor holandês Rembrandt, chamado “Jacob abençoando os filhos de José”, de
Com o passar dos anos, Rembrandt conheceu o fracasso. Os burgueses esperavam ver nas paredes de seus domicílios quadros que retratassem o dono da casa, a dona da casa, os filhos, os criados, as roupas, os objetos de uso, os móveis, os animais de estimação e até a comida. Entretanto, Rembrandt elaborava, através de suas pinturas, análises das almas dos retratados, pintava o que queria, o que via e sentia. Devido a isso, começaram a rarear as encomendas, pois ninguém queria pendurar em sua sala críticas sobre si mesmo. Desta forma, o pintor chegou miserável ao fim da vida, aos 63 anos. Embora renegado e incompreendido, não deixou de fazer o que queria. Foi, definitivamente, um homem livre.






















